A Matrix E O Ídolo

 

Meditação Diária

Habacuc 2:18-20

18 - Ora, qual a utilidade de uma imagem idólatra esculpida por um artífice? Ou uma insignificante divindade de metal que ensina mentiras? Pois aquele que faz tais objetos deposita sua confiança na própria obra de suas mãos; contudo cria ídolos mudos e inúteis.

19 - Ai daquele que diz à madeira: ‘Desperta!’ Ou ainda à pedra sem vida: ‘Acorda!’ Poderá, de alguma forma, um ídolo dar alguma orientação? Está coberto de ouro e de prata, mas tal objeto não respira, não há espírito algum dentro dele.

20 - Mas «Yahweh», sim! Ele está no seu santo Templo; cale-se diante dele toda a terra!”

Introdução

O ídolo é imaginado pelo idólatra como uma representação e um ponto de contato com o ser representado na imagem. Mas Deus diz que nada há no ídolo além de madeira e pedra (19). Tudo envolvido na idolatria é mentira (18). Mesmo se o idólatra disser que o Senhor é representado no ídolo, Deus diz que está em “seu santo Templo” (20), não no ídolo. Cale-se diante Dele toda a terra!

O Que O Ídolo Representa

A idolatria é um dos pecados mais comentados em meios evangélicos e, infelizmente, mais mal compreendidos. O ídolo não é pecado por representar o deus errado. O ídolo é pecado por não representar nada. Mesmo quando o ídolo é feito para representar Deus, ele não representa nada.

A ideia do uso de imagens na adoração é criar pontos de contato entre o mundo físico e o espiritual.  O deus ou o ser sobrenatural representado pelo ídolo, então, se sentiria honrado pela imagem que foi feita dele, e entraria em contato com os seus adoradores por meio dela. O ídolo seria uma espécie de telefone.

A Matrix E O Escolhido

O conceito é muito utilizado no ocultismo, na nova era, na cultura pop e em igrejas neopentecostais. Quem se lembra que no filme Matrix as personagens usavam um telefone para entrar e sair da Matrix? O Escolhido é capaz de entrar e sair da Matrix sem telefone e passa a receber um certo tipo de adoração idólatra. As pessoas levam oferendas de alimentos e roupas para ele como a um ídolo. Interessantemente, a representação dele, a sua imagem, dentro da Matrix é muito mais poderosa do que o seu ser real, no mundo físico. Depois, ele descobre que tem no mundo real muitos poderes como os que tem na Matrix e consegue destruir algumas máquinas simplesmente acenando com a mão. Essa é uma exploração dos poderes do ídolo, do ser que liga dois mundos.

O Ídolo Não É Nada

O fato, contudo, é que não existe o tal ser representado pelo ídolo. Não existe a tal ligação entre os dois mundos. A imagem, o ídolo, como diz São Paulo, nada é no mundo. Quem se dobra diante de Iemanjá, se dobra diante do barro do qual a imagem é feita. A entidade representada pela imagem não existe.

Mesmo se alguém apontasse para alguma capela renascentista e dissesse que existe uma pintura representativa do Deus verdadeiro, seríamos obrigados não a dizer que o Deus verdadeiro não existe, mas que Ele não é representado pela imagem. Deus não pode ser representado por nenhuma imagem feita pelo homem. Portanto, a imagem da capela não representa Deus. É um ídolo desprezível. Não a utilize nas capas de seus livros, nem em seus panfletos de divulgação de eventos da igreja.

 

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