Não sei se devo ficar feliz por ver a grande comoção, os protestos, os textos, os artigos e as diversas manifestações de revolta, ira e inconformidade com as palavras infelizes do Presidente ao descrever uma conversa de tempos atrás com venezuelanas pobres, fugidas do regime de Maduro, amigo do Ladrão. Sim, de fato, as palavras foram infelizes. Provavelmente significam menos do que alguns ouvem, porém infelizes. Mas, por infelizes que sejam as palavras do Presidente, ainda tenho dúvidas se devo ficar feliz com a revolta que causaram.
A minha dúvida se baseia no fato de que talvez a revolta não seja revolta, a comoção não seja comoção, a ira não seja ira e a inconformidade seja, na verdade, conformidade. Por alguma razão, eu tenho dúvidas no íntimo do meu coração de que tais pessoas que criticam o Presidente, que o classificam como pedófilo, que criticam sua fala como erotização de adolescentes, realmente tenham sentido qualquer tipo de desconforto interno com o que o Presidente disse.
Minha dúvida se baseia em algumas perguntas e indagações que permanecem não respondidas e que eu poderia colocar da seguinte forma: Quem tentou introduzir nas escolas públicas material erótico para crianças de 8 anos de idade, que ensinava as crianças onde o pênis do menino se encaixava no corpo da menina? Quem trata a pedofilia como doença e os pedófilos como pessoas que precisam ser aceitas e incluídas na sociedade? Quem quer travestis lendo estórias para crianças nas creches? Quem quer crianças tocando em homens nus em apresentações públicas? Quem estava revoltado com a Senadora Damares Alves e queria a sua cassação por ter denunciado atos de pedofilia da mais perversa e desprezível? Quem quer que as escolas não tenham mais banheiros masculino e feminino, mas que as meninas e meninos usem o mesmo banheiro? Quem quer que crianças sejam submetidas a cirurgias de mutilação corporal permanente dos órgãos sexuais e assim destruir completamente a possibilidade de que elas um dia, quando chegar a hora, experimentem a vida sexual adulta, saudável e feliz? Quem quer que as crianças sejam ensinadas na escola que ser homem ou mulher é apenas uma construção social e que não existe nada nelas que seja essencialmente masculino ou feminino? Quem quer que crianças sejam livres para amar, isto é, manter relações sexuais "consentidas" com adultos? Quem ensina crianças a se masturbarem e diz que a masturbação é muito saudável e importante para "conhecerem" o próprio corpo? Quem é a favor de aparições de beijos entre sodomitas em desenhos animados para instigar nas crianças a "tolerância" por atos sexuais não naturais? Quem ensina que a vida de uma criança não tem valor desde que ela ainda esteja no ventre? Quem ensina que a criança no ventre da mulher é parte do corpo dela da qual ela pode dispor livremente conforme a sua própria vontade? Quem defende que os pais não são detentores do direito de ensinar os próprios filhos e que adultos que não geraram, não amaram, não deram o nome, não acordaram de madrugada para dar de mamar e para consolar o choro, e que trabalham apenas pelo salário, e que não irão permanecer com a criança caso ela se mostre mais difícil do que eles se sentem competentes para cuidar, são as melhores pessoas para educá-la e ajudá-la a se encaixar no mundo, inclusive sexualmente?
Quem? Quem são essas pessoas? Ah, sim, as mesmas que estão revoltadas com a fala infeliz do Presidente. Por alguma razão me parece que elas não ligam para a erotização de crianças e adolescentes. Por alguma razão eu tenho dúvidas de que as mesmas palavras na boca do Ladrão teriam causado qualquer incômodo. Me parece que o bem-estar das crianças não tem, realmente, nenhuma relevância para essas pessoas.
Eu acho que essas dúvidas dentro de mim são devidas a uma aparente hipocrisia em tais pessoas. Mas longe de mim julgar. Como eu poderia dizer que são hipócritas? Elas apenas falam como hipócritas, agem como hipócritas, pensam como hipócritas e andam como hipócritas. Elas apenas tem todas as características que definem os hipócritas, mas eu não diria que são hipócritas, porque não posso julgar ninguém.
Agora, que as palavras do Presidente foram infelizes, estou certo. Não tenho a menor dúvida. Contudo, o contexto maior da história me impede de pensar que o Presidente seja favorável à pedofilia, ou que, mais importante ainda, vá fazer qualquer coisa que favoreça os pedófilos. Poucos políticos estão tão envolvidos no combate a essa prática como o Presidente Bolsonaro. Até certo ponto, estou disposto a perdoar falas infelizes de alguém que, na prática, tenha tornado a agenda de Sodoma mais difícil de ser implementada. Me parece que, até agora, o Presidente tem cumprido bem esse papel.
Isso tudo me faz lembrar daquela parábola que o Nosso Senhor Jesus Cristo nos ensinou sobre dois filhos, um que disse, "sim, papai", mas não fez o que o pai mandou e outro que disse, "não, papai", mas fez o que o pai mandou. Só um filho fez a vontade do pai: o que fez a vontade do pai.
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