O Brasil Vomitando

Temos muito o que conversar. E temos pouco tempo para conversar tudo. 

O Brasil está sofrendo. A ferida está aberta e o sangue está escorrendo. 

Eu gostaria de acreditar que essa eleição significa apenas a troca de poder entre partidos diferentes dentro do mesmo regime democrático. Eu gostaria de acreditar que o Ladrão terá dificuldades para governar o país por causa de um congresso mais à direita, eu até comecei acreditando nisso. Eu gostaria de acreditar que o judiciário vai voltar ao seu lugar costumeiro, assinado pela sabedoria limitada, mas mesmo assim sabedoria, dos nossos pais que lhes legaram a lei como império e limite ao mesmo tempo. Eu gostaria de acreditar que as Forças Armadas continuarão incólumes às tentativas de cooptação pelos gnósticos comunistas. Mas o fato é que, neste momento, só há sombras à nossa frente. E eu não consigo antever nada com clareza. Tudo é sombrio e nebuloso. O futuro voltou a ser o futuro. E o presente voltou a ser a única realidade que nós conseguimos acessar.

E, para a nossa infelicidade, a realidade presente é que o estamento burocrático e o judiciário, em conluio com a mídia e os comunistas se uniram com o crime organizado e muitos que servem demônios e espíritos imundos de toda espécie para enganar o povo e derrubar um presidente honesto que estava guiando o Brasil para longe do comunismo, da miséria e da violência. Um presidente que abertamente crê em Deus e não tem vergonha de afirmar a Bíblia como fonte para decisões. 

Em lugar do presidente, nos oferecem e, agora, nos obrigam a aceitar um mafioso, chefe de quadrilha, ímpio, amigo de todos os assassinos, sequestradores, narcotraficantes, assaltantes e vigaristas do Brasil e do mundo e inimigo de todos os homens honestos, trabalhadores, pagadores de impostos, seguidores das leis e da virtude. Um rufião, histrião, trapaceiro, malandro. A nata da corja. Um velhaco. Um ditador. Especialista em torcer, distorcer, calar macular, manchar, manipular e apagar a verdade. 

O Brasil rejeita esse tal de forma visceral, virulenta. O povo brasileiro está fumegante, ardendo de ira pela trapaça, mentira e sujeira que fizeram para colocar o Ladrão no poder. O Brasil está tendo uma crise de vômito. Não pode suportar o Ladrão. Porque o Brasil tem esposa, tem filhos, tem netos, tem alguém a quem ama e por quem quer lutar. O Brasil viu o que os amigos do histrião fizeram nos países vizinhos. E o Brasil não quer isso para a sua família.

Mas o Brasil precisa agir de forma fria e calculista. O Brasil precisa se sentar e pensar bem como vai fazer. Porque os inimigos do Brasil não podem ser subestimados. Eles são astutos. Eles são sagazes. Eles tem armadilhas espalhadas para todo lado. Eles foram eficientes, inteligentes, organizados e bem sucedidos, até agora. O Brasil só usou força bruta até o momento, mas força bruta sozinha não resolve se o inimigo sabe se esquivar. Se sabe fazer alavancas e, muitas vezes, a força bruta empregada contra o inimigo é revertida para o dano do Brasil.

Rejeitamos completamente o inimigo e o que ele planeja para o Brasil e nos opomos a isso com desprezo completo. No entanto, precisamos ser humildes para nos sentar e aprender com o inimigo. Temos que deixar que eles nos ensinem suas habilidades, suas táticas, suas estratégias. Temos que admitir, por melhores que sejamos do ponto de vista moral, somos inferiores a eles no combate. E, como disse o mentor intelectual do movimento, não estou falando de eleições.

Eles interpretaram o sistema político brasileiro, que eles odeiam desde sempre, e procuraram pontos fracos onde podiam fazer pressão até sangrar sem que o país pudesse reagir, e foi justamente ali que apertaram. O Brasil é como uma tartaruga, grande, forte, com um casco bem duro, mas lento. E toda tartaruga é dura por fora e mole por dentro. 

Nós estávamos preocupados com a cabeça, as pernas e os braços, mas eles já tinham o tronco, as vísceras, o fígado, o redenho. Quando lutávamos pelo poder executivo, eles já tinham o judiciário, a educação, a mídia e a burocracia, o crime organizado. Nós mal começamos a nos organizar no país e eles já tinham organizações internacionais bem estabelecidas.

Nós estávamos com a presidência e estávamos na defensiva. Como isso é possível? É simples, eles estavam mais coesos, mais organizados, e eram mais habilidosos. E eles tinham mais pessoas lá dentro do que nós inicialmente previmos.

É claro que também tiveram muita sorte. Situações adversas e incontroláveis, como a pandemia e a guerra contribuíram para eles fornecendo a ocasião para que colocassem em movimento toda a rede de mentiras e armadilhas que eles tinham à disposição e, assim, nos capturassem como peixes.

Há muitas coisas que eu gostaria de apontar. Coisas que precisamos aprender. Com certeza tem muitas outras que eu nem pensei ainda, mas que também merecem uma reflexão. Estou aberto a sugestões. 

O que não podemos fazer, em hipótese alguma, é desistir, esmorecer, cansar, parar, retroceder e, pior que tudo isso, nos precipitar. Como dizia o "véio": não parar, não precipitar e não retroceder nunca!

Comentários